"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo,torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."
Paulo Freire
http://www.paulofreire.ce.ufpb.br/paulofreire/
Monica Matos
De acordo com Iser (in Rosenfield et al, 2001, p. 35), a estética foi definida em 1735 por Baumgarten como a ciência de como as coisas podem ser conhecidas pelos sentidos. Essa definição vai além daquilo que costumeiramente se fala, que é a questão do belo ou agradável aos olhos. Pelo contrário, a estética é captada por todos os sentidos.
Hegel, por sua vez, também fala na estética como “um objeto que o pensamento é incapaz de apreender” (HEGEL, 1974, p.165). Assim sendo, podemos perceber que ela é mais do que aquilo que já apresentamos, ou seja, mais do que a busca do belo pelo belo, embora esta seja uma de suas faces.
Na escola, a estética aparece em diversos momentos: na organização, na maneira de tratarem-se entre si alunos e professores, no comportamento geral, na limpeza e cuidado do aspecto físico, na construção do currículo e dos conteúdos... Freire diz que “ensinar exige ética e estética” (FREIRE, 2001, p. 32). E esses dois elementos estão presentes no dia a dia da escola, normalmente sem que as pessoas deem-se conta disso.